DdL #2: Misto-Quente, de Charles Bukowski

Hell-o, morcegóticas!

Eu tô mega atrasada com a ~programação~ do Desafio de Leitura aqui no blog. Quanto às leituras tá tudo ok, tô na quarta semana e no quarto livro. O que tá faltando mesmo são os posts aqui, mas até dia 1º de fevereiro quero deixar tudo alinhado. Ou seja: em uma semana eu vou postar 3 resenhas de livros. O importante é que o blog tá tendo pelo menos um post por semana e é sempre uma delícia quando sobra um tempo pra escrever aqui e comentar nos outros blogs! <3 Bom, vamos ao que interessa?


Misto-Quente é o quarto romance do mestre da escrita Charles Bukowski. Esse livro conta a história de Henry Chinaski, um jovem pobre de origem alemã vivendo nos Estados Unidos pós-recessão de 1929. O livro conta de maneira simples e direta vários acontecimentos da vida de Chinaski, que é ao mesmo tempo um personagem ficcional e auto-biográfico do Bukowski, bem como sua imagem de Velho Safado. Sendo filho único de um casal cujo pai é um alcoólatra que tem mania de riqueza (mesmo vivendo em um dos bairros mais imundos e pobres de Los Angeles e desempregado há anos) e uma mãe passiva que sempre baixa a cabeça para o pai, Chinaski cresceu sem amigos e na escola era um típico perdedor. 

Logo quando surge a adolescência, as espinhas começam a brotar nele de tal maneira que lhe tomam o rosto, os braços, as costas. Se sentindo ainda mais excluído em um mundo onde todos parecem o desprezar, Chinaski encontra nos livros uma paixão. São vários relatos de vários acontecimentos que vão acontecendo na vida do personagem, relatos esses que falam sobre sua virgindade que parece ser eterna, suas espinhas que lhe enfeiam ainda mais, a pobreza sempre ali, acompanhando, o pai psicopata, a mãe sem opinião. 


Henry Chinaski passa o livro se questionando sobre a vida e os pensamentos e ações das pessoas, bem como faz constatações muito sagazes sobre o que acontece ao redor dele. É muito difícil não se identificar com o pensamento do autor em diversas partes, principalmente pra quem já se sentiu excluído. Esse livro foi muito importante pra mim, porque passei a ver o Bukowski de uma forma diferente: ele também era inseguro, também se sentia rejeitado, também mostrava fragilidade.


Misto-Quente (ou Ham on Rye, no original) não é um livro que termine com um final feliz (nenhum livro do Bukowski é assim, na verdade). É um livro onde conta a verdade nua e crua, é direto, é real e tem aqueles linguajar sujo do Bukowski que eu particularmente adoro. Sabe aquele livro de relatos que é uma delícia de ler? Esse livro é bem assim. Quando percebi, já tinha acabado e eu queria mais. Eu já li basicamente todos os livros do Bukowski e esse é com certeza meu preferido. Pouquíssimos autores conseguem escrever de maneira simples e sem rodeios, sendo diretos e verdadeiros, doa a quem doer.

Espero que vocês tenham gostado da maneira como falei do livro (não tenho como falar muito mais de um livro de relatos) e que tenham se interessado pelo livro! Mais uma vez: não esperem um livro bonitinho, esse livro é tão sujo quanto qualquer outro livro do Bukowski. Um beijão e até o próximo post!

Comentários

  1. Eu li misto-quente há bastante tempo e gostei muito! Depois li Factótum (esse eu tenho em casa).
    p.s.: você tem tatuagem do HIM *O*

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    1. Oi Bruna!

      Siiiiiim, tenho tatuagem do HIM, mas apesar de eu gostar muito da banda eu fiz mais pelo significado do símbolo. Eu não li Factótum ainda :/ Mas quem sabe ele entre pra lista do ano que vem, porque eu quero muito ter ele na estante! <3

      Beijooo!

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  2. Que legal,eu nunca li nada dele.
    Tentarei qualquer hora,gosto de finais realistas tbm,principalmente em filme.
    bjo

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    1. Oi Gio!
      Bukowski muitas vezes trata as mulheres como objeto, mas tendo passar reto por essas partes e focar nos poemas dele, na arte dele de escrever sobre a vida. São livros maravilhosos, eu amo Bukowski <3

      Beijo!

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  3. Oiiiiii Rafalinda!!
    Parece que cada ano que passa estamos ficando mais sem tempo para fazer aquilo que gostamos.Triste;(
    Mas, falando sobre o livro, não tinha ouvido falar dele ainda, mas já me deu uma ansiedade de ler seus livros por ele passar a realidade.
    Beijoconas!

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    1. Oi Alice!
      Pois é, é que acho que com o tempo começamos a nos preocupar menos em absorver cultura e mais com "conquistar coisas". Complicado, né? :/
      Bukowski é muito bom, recomendo mesmo!

      Beijinhos!

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