5 indicações de um fã de Stephen King (por Rafael Augusto) | BEDA 2.0 #3

Hell-o, strangers!

Vocês sabem que eu amo falar sobre livros aqui no blog, mas além disso, eu tenho amigos que também curtem muito isso. O Rafael Augusto que vai ser o autor desse post vai até fazer um mestrado sobre Stephen King, e aí ele cometeu o erro de me perguntar se podia me ajudar com o meu atraso com o BEDA e eu falei pra ele fazer um post falando de Stephen King pra vocês! Espero que vocês gostem das indicações de alguém que realmente conhece o Stephen King e sua obra. No título de cada um dos livros tem o link pra comprá-los caso queiram! :) O post dele começa abaixo:

Pois então, isso não é exatamente algo que eu faço com muita frequência, mas a Rafaela (ou Vultus ou seja lá como te chamem) me convidou pra falar um pouco sobre meu escritor favorito, ninguém mais ninguém menos do que Stephen King. Mas não só sair falando dele e dizendo coisas aleatórias, a ideia é falar dos cinco livros dele que eu mais gosto ou recomendaria pra alguém, que nunca leu nada dele. Vou começar falando sobre o primeiro livro que eu li dele. Lembro que eu sempre tive uma certa curiosidade em ler alguma coisa dele, mas como tudo era muito caro, eu acabava não indo atrás e não comprando nada. Mas, em um belo dia, abri o Submarino e vi que tinha uma promoção em um dos livros dele, Sob a Redoma (Under the Dome, no original). 



Resolvi comprar e quando chegou a entrega, me surpreendi com o tamanho do negócio, 954 páginas. Mas como eu queria ler, resolvi encarar. E não me arrependi, em nenhum momento. Sem dar muitos spoilers, a história gira ao redor de uma cidadezinha no interior americano que, de uma hora pra outra, se vê isolada por um campo de força invisível. A história parece meio batida, meio simples demais, mas é nas simplicidades que King mostra toda sua genialidade. Na parte de criar personagens, tratando da história de cada um, ele é um dos melhores do ramo. Não há como não se identificar com os personagens e não se pegar pensando em como seriam as coisas se o domo caísse. A trama vai acompanhando os acontecimentos dentro da cidade, nos mais diversos grupos, dando o espaço necessário que cada personagem precisa (também, quase 1000 páginas), e mostrando como as pessoas agem, e reagem, quando estão confinadas em um ambiente fechado. Até hoje, mais de 20 livros depois, ainda é um dos meus favoritos. 
Dica: sabem a série que tem o mesmo nome e foi “baseada” no livro? Não vejam. E se já viram, esqueçam tudo. 



O segundo que eu comprei foi em outra promoção (os livros do Stephen são muito caros, é quase impossível comprar sem desconto), e foi uma grata surpresa. Novembro de 63 (11.22.63 no original) fala sobre um professor de inglês de uma pequena escola que descobre que na dispensa do restaurante de beira de estrada onde ele adora ir tem um buraco de minhoca que leva até aquele mesmo lugar, mas 50 anos no passado, em 1958. Então, cabe ao protagonista tentar salvar John F. Kennedy, vivendo no passado durante cinco anos, descobrindo se Lee Harvey Osvald realmente foi o responsável pelo assassinato do presidente e se agiu sozinho ou não. Retratando de maneira bastante fiel o início da década de 60, King prende o leitor dando sua própria versão - baseado em alguns fatos reais - do que aconteceu naquele 22 de novembro de 1963. Mas, no fim das contas, o livro não é apenas sobre isso, indo além e mostrando a sociedade americana daquela época, e abordando a questão de que interferências a viagem no tempo pode causar na vida das pessoas. Dica: tem uma minissérie do canal Hulu, que faz um excelente trabalho em adaptar o livro. O nome é 11.22.63, o mesmo que o livro em inglês, e vale muito a pena ser assistida. Agora vou entrar em terreno perigoso e vou falar dos meus três favoritos. 



Anos depois de lançar o Iluminado, o Stephen resolveu lançar uma continuação pra história que já parecia bastante terminada - nesse aspecto, quem só viu o filme do Kubrick vai ficar se perguntando como é possível uma continuação, mas como os finais são diferentes, e a abordagem é outra, funciona - e publicou Doutor Sono (Doctor Sleep, no original). A história mostra um Danny, agora Dan, Torrance, mais velho, com os seus 30 e poucos anos, trabalhando como cuidador em um asilo e que passa boa parte do seu tempo livre bebendo, buscando esconder seus poderes, não lendo as mentes das pessoas nem tendo sonhos que mostram o futuro. Além disso, a história também aborda Abra Stone, uma guria de 12 anos que tem a maior “iluminação” que já se viu em muitos anos. Mas o caminho dos dois se cruza quando uma tribo começa a perseguir a garota, já que eles se alimentam do vapor que crianças iluminadas exalam quando são torturadas até a morte e, com isso, conseguem viver durante séculos. Cabe a Dan salvar a garota e impedir os planos do Verdadeiro Nó. Pra quem sempre se perguntou o que aconteceu com o Hotel Overlook ou se existem mais lugares como aqueles, Doutor Sono. oferece a resposta. Leiam esse livro. Leiam muito esse livro. É certamente um dos melhores livros que já li em toda minha vida e certamente um dos melhores que o Stephen já escreveu. 



Se vocês tiverem que escolher um livro dessa lista pra ler, só e somente um, essa vai ser a recomendação pra esse momento. Escuridão Total Sem Estrelas é um livro com 4 contos, abordando a história de personagens que são confrontados em situações quando não há nada, nenhuma luz, para guiá-los. A primeira história, 1922, é a de uma família que mora no interior e é quebrada quando uma empresa oferece uma grande quantia para comprar o terreno; o marido é contra, enquanto a esposa é a favor. (A descrição sempre foi um forte da escrita do Stephen, mas nesse conto ela atinge seu ápice, para o bem e para o mal). Em seguida, somos apresentados ao Gigante do volante, a história de uma escritora de livros de mistérios que é estuprada e é deixada para morrer nos canos atrás de um posto de gasolina abandonado, mas que sobrevive e busca vingança. O terceiro conto, Extensão justa, fala sobre um homem que tem um câncer terminal e faz um pacto com um estranho vendedor, à beira de uma estrada. Mas, para que o pacto funcione, ele precisa passar a doença para outra pessoa. Até que ponto vale salvar a sua vida se isso vai causar a morte de alguém? E, por fim, mas não menos importante, Um bom casamento, no qual uma mulher descobre uma caixa escondida na garagem e que faz com que ela perceba que não conhece absolutamente nada do homem com quem é casada há vinte anos. 



Há uma teoria que diz que cada livro do Stephen King aborda um medo diferente, portanto, ele afeta cada pessoa de um jeito diferente. Depois de ler 20 livros dele, eu não achava que esse efeito iria acontecer comigo. Porém, ao ler Revival (Revival no inglês) eu percebi que no fundo eu não sabia de nada. Revival segue a vida de Jamie Morton, que é uma criança quando a história começa, também mostrando a chegada de um novo pastor na cidade. Imediatamente, todos se encantam com o Pastor Jacobs, sua esposa e seu filho, inclusive Jamie, que passa a idolatrar Jacobs. Devido à um acontecimento - que naturalmente não vou contar aqui qual é -, Jamie e o pastor passam a compartilhar uma espécie de obsessão secreta e tudo na cidade vai muito bem, até que uma desgraça atinge Jacobs e faz com que ele acabe sendo expulso da cidade (tem um sermão que o pastor faz que é certamente o maior ataque à qualquer divindade que já vi em um livro. E é lindo.) Anos depois, com Jamie sendo membro de uma banda de rock, e com tudo que isso acarreta, eles se reencontram e certas memórias são revividas. Daí, anos e anos depois, com o Jamie viciado em heroína, com o pastor já bem mais velho, o pacto entre eles é relembrado e a antiga obsessão de Jacobs cresceu e se tornou algo totalmente com o passar do tempo. E as consequências desse pacto são as mais assustadoras possíveis. O problema desse livro é que é não dá pra contar muito sem acabar dando um spoiler, então vou só dizer que o próprio Stephen disse, quando acabou de escrever a história, que esse era um dos livros mais assustadores que ele já tinha escrito na vida. Além disso, é uma história absurdamente pessimista, que é contada de uma maneira arrastada, que pode fazer com que tudo pareça bastante chato em certos momentos, mas ainda é Stephen King e tudo leva a algum lugar, por mais assustador que esse lugar seja. 

Bom, como vocês puderam ver pelas indicações acima, o Rafael realmente entende o que está falando. Desses livros eu li apenas o Sob a Redoma e quero muito muitíssimo ler Doutor Sono, porque ao contrário do Rafa, eu não gosto apenas do livro de O Iluminado, eu gosto do filme também e discordo que é ruim. Mas ei, não sou eu quem escreveu um artigo sobre o Stephen King e vou fazer mestrado em Stephen King AUHAUHAUHA Mas eu espero que vocês tenham gostado das indicações dele e se já tiverem lido alguma das obras do King, me falem aí quais foram pra eu conhecer ainda mais! Um beijão e até amanhã!

Comentários

  1. Olá rafalinda! Olá Rafael!
    Eu sou mega mega mega apaixonada pelo Stephen King!
    Realmente tenho de concordar com o rafa os livros dele são bem caros, muito triste por esse lado.
    Também concordo que se alguém queria ler algum livro dessa lista o Escuridão total sem estrelas é uma ótima indicação. Me lembro quando peguei pra ler, li em um dia. Parece meio louco dizer isso, mas, a maioria dos livros dele são longos. Como It.
    Recentemente comprei o livro nov. 63 em inglês, vou falar pra você está difícil, porque meu inglês é "pobrezinho", mas não vou desistir tão cedo.
    Sonho de consumo ter todos os livros do Stephen King um dia^^
    Um grande abraço.

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    Respostas
    1. Porra, pior que os livros são caros mesmo, eu muito já quis pelo menos uns dois dessa lista aí, mas acabei só querendo mesmo... Tenho interesse e ler o Escuridão Total Sem estreças, e eu gosto que os livros dele sejam longos porque são igualmente bons! E bom, quanto a ler em inglês, vai na fé, que foi assim que eu aprendi pelo menos 40% do meu inglês! Um dia a gente vai realizar esse sonho de ter todos os livros do SK! <3
      Beijão!

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